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Monday, April 7th 2014, 10:32pm

Venus Project Website - What is a Resource-Based Economy

Mais uma parte do website do Project Vénus revista.Deve ter levado umas 5 revisões, com as anteriores mais 2 agora por mim e pelo zedom.
Trata-se da página About/ResourceBasedEconomy Creio que o site ainda só permite uma tradução de português, e o time brasileiro já está a pôr a sua. Por agora vou publicando as várias partes que traduzirmos neste site, um artigo para cada página/tema: http://rbearabic.net/
Vou publicar o texto nos item completos também ;)

O termo e o significado de Economia Baseada em Recursos foram criados por Jacque Fresco. É um sistema socioeconómico holístico no qual todos os bens e serviços estão disponíveis sem o uso de dinheiro, créditos, troca ou qualquer outro sistema de dívida ou servidão. Todos os recursos tornam-se na herança comum de todos os habitantes, não apenas de um grupo seleto. A premissa na qual este sistema se baseia é a de que a Terra é abundante em recursos; a nossa prática de racionar recursos através de métodos monetários é irrelevante e contraproducente para a nossa sobrevivência.

A sociedade moderna tem acesso a tecnologia altamente avançada e pode disponibilizar comida, roupa, alojamento e cuidados médicos; atualizar o nosso sistema educacional; e desenvolver um abastecimento ilimitado de energia renovável e não-contaminante. Ao fornecer uma economia desenhada eficientemente, todos podem desfrutar de um elevadíssimo nível de vida com todas as comodidades de uma sociedade altamente tecnológica.

Uma economia baseada em recursos utilizaria recursos existentes na terra e no mar, equipamento físico, centrais industriais, etc. para melhorar a vida da população total. Numa economia com base nos recursos em vez de dinheiro, poderíamos facilmente produzir todas as necessidades de vida e providenciar um estilo de vida elevado para todos.

Considere os seguintes exemplos: no início da 2ª Guerra Mundial os EUA tinham apenas cerca de 600 aviões de combate de primeira classe. Rapidamente ultrapassámos este reduzido número passando a construir mais de 90.000 aviões por ano. A questão no início da 2ª Guerra Mundial era: temos fundos suficientes para produzir os implementos necessárias à guerra? A resposta era não, não tínhamos dinheiro suficiente, nem ouro suficiente; mas tínhamos recursos mais que suficientes. Foram os recursos disponíveis que permitiram aos EUA atingir a alta produção e eficiência necessárias para ganhar a guerra. Infelizmente, isto só é considerado em tempos de guerra.

Numa economia baseada em recursos, todos os recursos do mundo são tratados como herança comum a toda a população da Terra, ultrapassando-se assim, por fim, a necessidade de fronteiras artificiais que separam as pessoas. Este é o imperativo unificador.

Temos de realçar que esta abordagem a uma governação global não tem nada em comum com os atuais objectivos de uma elite em formar um governo mundial, com eles próprios e grandes empresas à cabeça, e a vasta maioria da população mundial a eles subserviente. A nossa visão de globalização potencia a toda e qualquer pessoa no planeta a ser o melhor que pode ser, ao invés de viver em abjeta subjugação a um órgão de governo corporativo.

As nossas propostas não só contribuiriam para o bem-estar das pessoas, como forneceriam também a informação necessária que as habilitaria a participar em qualquer área da sua competência. A medida de sucesso seria baseada na realização de procuras individuais e não na aquisição de riqueza, propriedade e poder.

Presentemente, temos recursos materiais suficientes para providenciar um nível de vida muito elevado a todos os habitantes da Terra. Só quando a população excede a capacidade de sustento do território é que emergem problemas como ganância, crime e violência. Ao superar-se a escassez, a maioria dos crimes e até as prisões da sociedade atual deixariam de ser necessárias.

Uma economia baseada em recursos tornaria possível a utilização de tecnologia para ultrapassar a escassez de recursos, através da aplicação de fontes de energia renováveis, da computadorização e automatização de produção e inventários, do projetar de cidades seguras e energeticamente eficientes e sistemas de transporte avançados, do fornecimento de cuidados médicos universais e educação mais relevante, e acima de tudo através da criação de um novo sistema de incentivos baseado em preocupações humanas e ambientais.

Muitas pessoas acreditam que existe demasiada tecnologia no mundo de hoje, e que esta é a principal causa da poluição ambiental. Isto não é verdade. É o abuso e má utilização da tecnologia que deveria ser a nossa principal preocupação. Numa civilização mais humana, em vez das máquinas dispensarem as pessoas, encurtariam o dia de trabalho, aumentariam a disponibilidade de bens e serviços, e alargariam o tempo de férias. Se utilizássemos nova tecnologia para aumentar o nível de vida de todos, então a infusão da tecnologia de máquinas deixaria de ser uma ameaça.

Uma economia baseada em recursos mundial também envolveria todos os esforços para desenvolver novas fontes de energia, limpas e renováveis: geotérmica; fusão controlada; solar; fotovoltaica; eólica; das ondas; de marés; e até combustível a partir dos oceanos. Seríamos, por fim, capazes de ter energia em quantidade ilimitada que poderia impulsionar a civilização durante milhares de anos. Uma economia baseada em recursos deve também comprometer-se em redesenhar as nossas cidades, sistemas de transporte e instalações industriais, tornando-os energeticamente eficientes, limpos e capazes de satisfazer as necessidades de todas as pessoas de forma conveniente.

Que mais significaria uma economia baseada em recursos? Tecnologia aplicada de forma inteligente e eficiente, conservando energia, reduzindo desperdício e proporcionando mais tempo de lazer. Com inventários automatizados à escala mundial, podemos manter um equilíbrio entre produção e distribuição. Apenas alimentos nutritivos e saudáveis estariam disponíveis, e a obsolescência planeada seria desnecessária e inexistente numa economia baseada em recursos.

À medida que superarmos a necessidade de profissões baseadas no sistema monetário, como por exemplo advogados, banqueiros, agentes de seguros, pessoal de marketing e publicidade, vendedores e corretores de bolsa, uma quantidade considerável de desperdício será eliminada. Quantidades consideráveis de energia seriam também poupadas pela eliminação da duplicação de produtos competidores como ferramentas, utensílios de comer, panelas, frigideiras e aspiradores. Possibilidade de escolha é bom. Mas em vez de centenas de fábricas diferentes e de toda a papelada e pessoal necessários para produzir produtos semelhantes, apenas alguns da melhor qualidade seriam necessários para servir toda a população. A única coisa que temos em falta é pensamento criativo e inteligência tanto da nossa parte como da dos nossos líderes eleitos para resolver estes problemas. O recurso mais valioso e inexplorado da atualidade é o engenho humano.

Com a eliminação da dívida, o medo de se perder o emprego deixará de ser uma ameaça. Esta garantia, combinada com uma educação de como nos relacionarmos uns com os outros de forma muito mais significativa, poderia reduzir, consideravelmente, ambos stress mental e físico, e deixar-nos livres para explorar e desenvolver as nossas capacidades.

Se o pensamento de eliminar o dinheiro o incomoda, considere o seguinte: se um grupo de pessoas com ouro, diamantes e dinheiro ficasse preso numa ilha que não tivesse recursos como alimentos, ar e água limpos, a sua riqueza seria irrelevante para a sua sobrevivência. Apenas quando os recursos são escassos é que o dinheiro pode ser usado para controlar a sua distribuição. Ninguém poderia, por exemplo, vender o ar que respiramos ou a água que corre abundantemente montanha abaixo. Embora o ar e a água sejam valiosos, quando em abundância não podem ser vendidos.

Dinheiro só é importante numa sociedade quando determinados recursos de sobrevivência têm de ser racionados e as pessoas aceitam dinheiro como meio de troca pelos recursos escassos. O dinheiro é uma convenção social, um acordo por assim dizer. Não é nem um recurso natural, nem representa nenhum. Não é necessário à sobrevivência, a menos que tenhamos sido condicionados a aceitá-lo como tal.
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